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O filósofo brasileiro Olavo de Carvalho em Richmond, Va.

by arDaga Wednesday, Apr. 07, 2010 at 9:01 AM

O filosofo-demagogo Olavo apenas vê candidatos de esquerda no Brasil. Puxa, que me ajude o ilustre intelectual: Eu gostaria ver ao menos um! Para saber quem apoiar!

Meu primeiro contato com o filósofo Olavo de Carvalho

Francamente, nunca tive ouvido falar do filósofo Olavo de Carvalho. Até que uma grande amiga e companheira poliglota com moradia em Salvador me enviou na semana passada um e-mail contendo uma entrevista que este deu ao Jornal de Brasília (que tampouco conheço) sob o título “O PT já nasceu corrupto”. (Anexado em baixo.)

Claro que já ficou evidente nessas primeiras duas frases que eu não sou um intelectual. Desconhecendo logo tanta coisa importante. E claro que não tenho idoneidade alguma para discutir sobre a entrevista dada pelo Olavo de Carvalho – ele mesmo não deixa dúvida:

“Agora, com quem vou debater isso no Brasil? Com pessoas indignas, cuja obra intelectual é zero? Imagine se eu vou querer que essas pessoas me respeitem ou me reconheçam!”.



Entendo. Sou um desqualificado permanente, um pária, sem permissão de debater com os seres alfa do molde de Olavo. Realmente, minha “obra intelectual” é restringida a uma carta que nem essa aqui, que comecei a escrever numa madrugada dominical chuvoso. Que sou um nulo sem-obra cujo respeito e/ou reconhecimento valem nada para a aristocracia do pensamento tal vez não tenha sua raiz unicamente na minha rudimentar inteligência, mas primordialmente na minha decisão de não investir meu tempo terrestre em tagarelices em busca da realização dos sonhos da vaidade (intelectual). Já que eu gasto meu tempo quase integralmente com as mãos na massa. Trabalhando para e com as pessoas excluídas de todo neste nosso Admirável Mundo Novo no seu palco nordestino brasileiro. Fazendo repartição educativa para e com as pessoas gama. Sob risco concreto. De iniciativa própria. Sem governo, empresa, universidade ou ONG como escudo e/ou patrocinador. Visando e catalisando sua emancipação. Não sobra tempo para cuidar de vaidades acadêmicas, para masturbar meu cérebro na busca de aclamação, fazendo lavoura do ego.

Mesmo, porem, sendo ser humano de categoria inferior na visão sociocultural do filosofo ignorado pelo ignorante que sou, atrevo-me a ultrapassar a área de silêncio adjudicado a mim e sim manifestar-me.

Há três afirmações da parte de Olavo de Carvalho que assinaria em baixo:

A) O Partido dos Trabalhadores enganou a sociedade;

B) A decadência (brasileira) não se dá apenas no aspecto moral, ela aconteceu (também) intelectualmente;

C) Hoje não se pode falar de esquerda e de direita, o que se tem é um sistema único;

Quem, porem, cansativamente força, ate nostalgicamente, este gabarito absoluto de esquerda-direita é o próprio autor.

De onde vem este esquema? Quais as suas raízes?

Múltiplas, sem duvida. Há os contadores de estórias (ou proto-ideólogos cristãos) chamados “os evangelistas” que escreveram sobre uma qualidade esquerda e outra direita (visto daquela cruz romana onde supostamente esteve pregado umas décadas antes o esquerdista e rebelde judeu Jesus) e há o marco daquela ordem das bancadas após a Revolução Francesa.

Aí “a coisa pegou”. (Que Olavo e seus seletos primorosos de pureza da intelectualidade perdoem meu indigno modo de expressão rude e bruta, mas escrevo para meus amigos e semelhantes, que somos seres humanos comuns.)

Este retículo grosso preto-branco vulgo esquerda-direita ate cumpria certa funcionalidade “semanto-cognitiva” no âmbito europeu ate o período entre as duas grandes guerras do século XX.

Em outras realidades culturais e políticas, porem, nunca se mostrou aplicável. Nem outrora. E hoje consta global e simplesmente uma ferramenta retórica anacrônica e longe de qualquer referencia ou utilidade a qualquer realidade. É como querer ver e retratar as mulheres e os homens que andam hoje na Avenida Paulista (ou na minha favelada Rua do Ribeiro), na Champs-Élysées ou na Fifth Avenue nas roupas da moda Biedermeier. É obsoleto, acabou, não cabe mais, não é mais assim.

Ate o próprio Olavo cita úteis provas disso que ele, porem, não entende como tais porque prefere agarrar-se de olhos fechados ao seu gabarito tão queridinho de tão (mau-) usado através dos tempos.

Faz afirmações como:

“O Partido Democratas foi inspirado na esquerda americana. Portanto, não pode ser considerado exemplo de partido conservador.”

“Só há candidatos de esquerda” e “Os dois candidatos [Dilma e Serra] vão promover um campeonato de esquerdismo.”

“Na Inglaterra, por exemplo, você tem uma direita e uma esquerda bem definidas.”

“Nos Estados Unidos ninguém ignora que a Hillary Clinton é de esquerda.”

A tradicional “esquerda US-americana” foi aniquilada na época fascista que conhecemos como McCarthyism. A nova esquerda dos anos 60 e 70 (Partido dos Panteras Negras, PPC – Poor Peoples Campaign, “Free Speech” – Berkeley, Movimento contra a Guerra no Vietnã, Yippies...) foi igualmente exterminada pelos “descendentes” do senador McCarthy (LBJ, Nixon, etc.).

O que quero dizer é: não há esquerda americana. Há décadas não há mais.

O que lá (onde trabalhava, e, portanto, conheço empiricamente – tanto o Sul, quanto o Norte) há é direita extrema, direita evangélica, direita conservadora. E uma direita centrista (os ali chamados “liberais”) de molde europeu como o atual vice-presidente Biden, e a citada Hillary, por exemplo. (Que, porem, em muitos ambientes europeus, como na Escandinávia, seriam considerados e vistos como da direita conservadora.)

Todos eles trabalham pela mesma causa: A manutenção e proteção do status quo (dos ricos) daquela Nação que tem a maior população vivendo nas ruas do mundo, que causou e se envolveu em mais guerras que todos os outros países juntos, e cujo living standard é considerado sacrossanto, mesmo se ele custar a vida de milhões de seres humanos em outros cantos da aldeia global..

Aí concordo, estimado Olavo: um digno parâmetro para o coronelista PFL do ACM “virar” o ruralista DEM da Kátia Abreu. Só não enxergo nada de esquerda nisso.

O filosofo Olavo, a seguir, apenas vê candidatos de esquerda no Brasil. Puxa, que me ajude o ilustre intelectual: Eu gostaria ver ao menos um! Para saber quem apoiar!



Lembro ainda do Brizola e da Eloísa Elena que sim era/é da esquerda. Lembro, também, do Cristovam Buarque que não vejo como da esquerda, mas como um ser humano ético e idôneo que compreende a necessidade e a urgência de mudanças radicais no país. Mudanças radicais, uma revolução na educação pública, ou – em outras palavras – o contrario do que a direita quer, cujo oficio é de conservar. Também a secular ignorância das massas tupiniquins.

Apoio, agora, a Marina porque ela entende que conservar o rumo econômico neo-liberal e canibal atual leva o mundo ao colapso irreversível. Mas o quê ela tem de esquerda?

E o PT Lulista e sua candidata Dilma?

Vou ligar a luz pro Olavo filosofo ver, citando o Olavo banqueiro: “Não existe distinção entre os candidatos à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Os dois são conservadores.” (Olavo Egydio Setubal, presidente do conselho de administração da Itaú AS, numa entrevista em 2006). Ou outro “esquerdista”, o empresário Emílio Odebrecht em 2008: “O que se viu é que esse governo não tem nada de esquerda. O presidente Lula não tem nada de esquerda, nunca foi de esquerda.”

E como etnólogo e amigo (não-dogmático) do empirismo confio antes na aptidão de avaliação daqueles que vivem in loco do que daqueles que vivem longe do assunto da sua crítica.

E – last not least – o aviso inglês nas afirmações de Olavo em Richmond.

Aí, realmente – e que me perdoem o Olavo e seus discípulos, mas – é um pico do ridículo.

Todo socialista democrático europeu chora do Blairismo que efetivamente desmontou a esquerda moderada ao continuar e completar onde a Margaret Thatcher teve parado!

E, outra vez meu chapa humano de outro, mais nobre patamar de intelectualidade Olavo: eu, também, vivia e trabalhava na Inglaterra. Onde após os tsunami políticos Thatcher e Blair não existe mais esquerda na Grã-Bretanha. (Fora aquela minúscula e fraturada fora dos Houses of Parliament.) E todo Inglês sabe disso. E não poucos lamentam. E os neofascistas agradecem. Eis a única coisa politicamente bem definida aí: Tanto faz quem ganha as eleições, haverá uma política de direita, isto é entre conservadora e neoliberal.

Como todo bom demagogo mainstream da direita brasileira também o Olavo não pode deixar de repetir uma das atuais frases prediletas para em geral desacreditar movimentos revolucionários: “Organizações de traficantes e seqüestradores como as FARC”



Sobre as FARC, o Hugo Chavez, o regime castrista,..., ate o Saddam Hussein, o regime dos ayatolahs, a Hamas, a al-Kaida (etc.): São todos eles e sem exceção alguma reações a violência da secular cruzada dos Estados Unidos pelo domínio global. Às vezes até criações deles mesmo, como por exemplo, no caso dos Talebã.

Quê obra intelectual é essa? A de simplesmente erguer o cartãozinho da direita reacionária brasileira onde está escrita em letras gordinhas “FARC = Narcoterroristas”? Repetindo mais uma vez aquilo que ouvimos todos os dias no senado, na mídia, ate que fique tatuado na memória do Brasileiro que costumeiramente não se interessa por nada, não lê nada e, portanto, não sabe de nada. Vítima fácil da lavagem cerebral.

Ninguém (no Brasil) fala que os Estados Unidos aumentaram sua “ajuda militar” para a Colômbia de milhões para 0 em 1997. E continuam aumentando ano por ano. Que fizeram da Colômbia em 1999 o líder mundial em sua ajuda militar. Que nem disfarçam que com a construção da CSL (Cooperative Security Location, eis o mais novo eufemismo para suas bases) Palanquero na Colômbia pretendem futuramente intervir aberta e secretamente na América do Sul, sobre tudo em caso de “governos anti-americanos” e “narco-terroristas” que “ameaçam a segurança da região” (veja “Military Construction Program. Fiscal Year 2010. Budget Estimates. Justification Data Submitted to Congress”, Department of the Air Force, ou www.uni-kassel.de/fb5/frieden/regionen/Lateinamerika/leech.html).

Que não só o presidente Uribe pessoalmente, mas todo o regime colombiano consta uma sociedade de terror, de tortura, de chacinas, de crimes contra a humanidade, de perseguição e assassinato das populações pobres de pequenos agricultores, das populações negras e indígenas que se massacram a vontade e com armas e paramilitares financiados pelos Estados Unidos em prol das multinacionais que extraem com lucros astronômicos as riquezas naturais das terras colombianas. Que pessoas que lutam pelo respeito dos direitos humanos correm risco de morte permanente. Que se fumiga áreas enormes sem dor nem piedade para com a natureza ou os humanos nela sobrevivendo como se estivéssemos em plena época do agent orange em Vietnã.

Efeitos colaterais, coisinhas de pouca significância. Para filósofos do calibre de Olavo em Richmond. O que é ruim, o que é um escândalo são os FARC que diante o Império que enfrentam usam, idem, meios criminosos para financiar suas atividades bélicas. Já ouviu falar do princípio da causalidade, meu chapa aí na sua squeaky clean WASP Virginia?

Esta hipocrisia demagógica me faz lembrar o episodio quando Chruschtschow bateu com seu sapato na mesa durante uma sessão na ONU. Barbaridade essa que deixou todo o mundo indignado. Ou quando a imprensa alemã em 1967 chamou uma moça de “autora de um atentado homicida” que teve tentado atirar um pudim no vice-presidente Humphrey dos Estados Unidos em Berlim (Oeste) em protesto contra a guerra imperialista no Vietnã. Nos dois casos choveu crítica e rejeição e repreensão.

Mas jogar bombas de napalm em mulheres, crianças e anciãos não causava indignação no establishment das Excelências e (su)a mídia. Erradicar vilas e bombardear cidades num país onde a população se atreve querer mudar seu regime é certo se for praticado da parte do divino “poder legítimo”.

Enquanto bater com sapato na mesa e tentar jogar pudim (ou sapato) em representante da opressão genocida carece de sensibilidade cultural e é crime hediondo. Me poupem, seu Olavo e companhia!



Mas quero, em primeiro lugar, repetir e frisar outra coisa: este gabarito absoluto de esquerda-direita não serve para absolutamente nada construtivo.

Só serve para enganar ingênuo. Para ideólogo rancoroso usa-la. Que às vezes anda, como aprendi agora, fantasiado de filosofo naquelas terras onde, segundo a minha experiência de trabalho e convivência adquirido em 18 países e um múltiplo disso em culturas diferentes, o nível da cultura e educação gerais é o mais baixo mundo afora.

Lógico, primeiro exterminavam a sabedoria milenar dos povos indígenas na sua expansão genocida e após veio o herói bang-bang Reagan para dar início do extermínio da educação pública institucional (não só) inner cities afora.

Voltando ao Brasil:

Se o Lula for um esquerdista, eu em conseqüência seria da direita extrema. De tão diametral eu vejo ele de mim.



E seu o Olavo de Carvalho de Richmond for um filosofo e intelectual o quê seriam, então, Adorno, Marcuse, o casal Sartre-Beauvoir, Milton Santos, Darcy Ribeiro, Eric Hobsbawm, Claude Lévi-Strauss, Noam Chomsky (...)? Que eu entendo como tais (e, portanto, opostos ao Olavo).

E se Jimmy Carter e José Serra fossem da esquerda, de quê lado foram Proudhon, Rosa Luxemburg, Emma Goldman, Frantz Fanon, Lamarca, Rudi Dutschke, as Panteras Negras??? Todos eles diametralmente opostos aos “esquerdistas olavos”...



“É comparar Atenas com a Baixada Fluminense”, afirma o elitista Filosofo de Richmond em outro lugar de sua entrevista para o Jornal de Brasília. Mas ele não se referiu a sua própria incongruência “argumentativa” (de fato demagógica e barata), ele se referiu é à sua própria hierarquia de intelectualidade. E eu, como reles representante das sub-camadas do povão comum, não tenho muitas dúvidas: Prefiro a Baixada Fluminense.

Porque lá a condição desumana de se viver é verdadeira. E apenas a outra face conseqüente da exploração e corrupção que dominam o Brasil desde a chegada dos primeiros criminosos portugueses para tomarem conta daqui. Enquanto aquela Atenas de Olavo ate hoje bajulado por semi-educados e todo-arrogantes euro-centristas como o berço de tudo que tem valor e civilidade foi uma grande e gritante hipocrisia. Um estado de aparências e ficção. A “democracia” um sistema exclusivista que permitia como participantes nem 10% da sua população (o sonho de figuras como Bush ate Chavez e todos os democratas semelhantes) e as realizações cientificas e artísticas como mera conseqüência de seu privilegiado lugar geográfico, de onde absorviam inteligência e habilidades e realizações dos povos da África e do Médio e Extremo Orientes.



“O povo brasileiro é profundamente conservador. Sobretudo no aspecto social. É maciçamente contra o aborto, o feminismo radical, as quotas raciais, o gayzismo organizado. No entanto, não há político que fale em nome do povo: estão todos comprometidos com os lobbies bilionários que protegem esses movimentos”, é outro ensinamento categórico na entrevista do filosofo em questão. E igualmente tolo e manipulador que os outros.



O povo brasileiro não é “profundamente conservador, sobretudo no aspecto social”, mas profundamente apolítico e inconsciente de tudo alem das novelas e dos campeonatos de futebol devido a uma tradição de não-educação de 500 anos (que o PT de Lula só fielmente continua). Entre os lobbies responsáveis para a administração dessa hibernação artificial do cérebro do povo brasileiro destacam-se as igrejas cristãs (a católica teve ate um período diferente aqui, porem, após a sua limpeza pelo papado romano é, novamente, agente hibernante) e a família Globo-Marinho e as outras dinastias que assumiram manutenção e aprofundamento da idiotização popular. Os governos-partidos não têm o monopólio da castração do poder de raciocínio no Brasil! Há muitos outros que lucram com isso também = as forças que conservam este status quo. “A direita” de João Ramalho ate Lula da Silva.

Que, finalmente, o Olavo de Carvalho minimiza o horror da ditadura ”Note que nem mesmo os militares fizeram isso: no Parlamento, na mídia e nas cátedras universitárias havia mais esquerdistas naquele tempo do que direitistas hoje. Os milicos foram autoritários, mas não totalitários”, só redonda perfeitamente a minha impressão dele. Um “clássico” elitista reacionário. Pessoa que fica exatamente naquele país onde mais cabe. Hoje. Já que este país, também, já teve uma vez figuras como Paine e Emerson como líderes de pensamento.



O Olavo para mim tem aparência de filho de Filinto que entregou a Olga aos Nazistas. De filho dos hipócritas anglo-saxônicos (e dos pupilos desses) que instrumentalizaram em plena Guerra Fria a Primavera de Praga em 1968, que era uma revolta popular e socialista, isto é de esquerda para seus próprios fins reacionários. De filho de quem curta a Casa-Grande e torce o nariz diante a Senzala que continua ocupando boa parte do Brasil, dos Estados Unidos, do mundo. De filho de Linné, que prefere escravo-aristocratas racistas culturalmente corretos como o Aristóteles aos chamados “primitivos”. Sejam estes últimos vítimas brasileiras na Baixada Fluminense ou vítimas indígenas nas florestas e matas restantes. Quem sabe, tal vez ate de filho dos eugênicos. Melhor, em qualquer caso, para não ser divulgado. Desses já têm demais.



A questão não é esquerda ou direita.

A questão é: Manter as estruturas de poder e domínio ou desmantelá-las?

Manter modelos plutocráticos e autoritários de administração de seres humanos sobre seus semelhantes e a sorte das futuras gerações ou democratiza-las e abandona-las? Substituí-las ou não por princípios e práticas (mais) igualitárias e (mais) justas?

A questão é: Ruim = continuação ou algo novo, de preferência menos vil?

E quando olho pelas casas que supostamente representam povos e democracias mundo afora (não só aqui, na Câmara e no Senado) vejo é 99% de representantes e servos do ruim. Da corrupção. Da desigualdade. Do egoísmo. Da hipocrisia. Da mediocridade. Independentemente da sua etiqueta, de seu rotulo atual. Esquerda, direita, centrista, liberal...

Enquanto isso vejo gente boa com mais freqüência entre os lideres e representantes de povos indígenas. Sobre tudo naqueles onde o contato nocivo e corrosivo com o mundo civilizado da grande cultura envolvente do Olavo de Richmond ainda não conseguiu arrasar a cultura autóctone por completo. Onde, portanto, ainda existem o senso democrático e o senso da igualha. A solidariedade aplicada. O respeito holístico. O nojo natural diante a hierarquia. E líderes que se vêem e entendem como iguais em direitos e mais obrigados em cumprir deveres para com o grupo. E todas essas coisas belas, mas nulas e ridículas no ver das elites arrogantes que eles mesmos destroem na sua cobiça patológica. Na sua loucura pelo lucro.

E o Olavo de Carvalho me parece um spin doctor dessa “ordem” e desse “progresso” antes de qualquer outra coisa.

Ardaga

Etno-Pedagogo

Bahia



O PT já nasceu corrompido

Entrevista concedida a Sionei Ricardo Leão

Jornal de Brasília, 31 de janeiro de 2010

Os escândalos que atingiram recentemente o DEM em Brasília e o PT na época do Mensalão são resultado de uma degradação da moral e da intelectualidade nacional que vem ocorrendo há duas décadas no País, analisa o filósofo Olavo de Carvalho. "Se o Brasil ficar assim mais cinco anos, ele não se levantará nunca mais". O filósofo concedeu esta entrevista exclusiva ao Jornal de Brasília por telefone, de Richmond, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, onde mora desde 2005. Na Academia, Olavo de Carvalho é considerado um crítico impiedoso das esquerdas brasileiras. Para ele, o Partido dos Trabalhadores enganou a sociedade.

"O prestigio do PT cresceu pelo discurso de combate à corrupção. Mas a máquina de corrupção do partido já estava sendo montada há muito tempo". Nessa avaliação, ele aponta que, no quadro partidário atual, o eleitor não tem opção, pois faltam candidatos que consigam ou sejam interessados em representar os anseios do povo brasileiro, que "é profundamente conservador, sobretudo no aspecto social".

Da mesma maneira, ele considera que há um monopólio de pensamento político no Brasil. "Isso não pode acontecer num país". Os desafetos de Olavo de Carvalho o classificam de direitista convicto ou até reacionário, rótulo que ele desdenha. "Qual é o problema de ser de direita? É proibido? Não tem sentido você proibir a direita e ao mesmo tempo falar em pluralismo democrático. Em todos os países, há esquerdas e direitas. Agora, com quem vou debater isso no Brasil? Com pessoas indignas, cuja obra intelectual é zero? Imagine se eu vou querer que essas pessoas me respeitem ou me reconheçam!”

Nos EUA, o filósofo ocupa o tempo com um curso de Filosofia a distância que tem adesão de vários alunos brasileiros. Ele também está preparando uma publicação sobre o pensador Mário Ferreira dos Santos.

* * *

O PT durante anos brandiu a causa da ética. Ao chegar ao poder foi desgastado pelo escândalo do mensalão. O DEM passou a levantar a mesma bandeira, mas foi tragado com o caso de Brasília. A defesa da ética tem alguma maldição?

Em primeiro lugar, o prestígio do PT cresceu pelo discurso de combate à corrupção, mas a máquina de corrupção do partido já estava sendo montada enquanto isso acontecia. Tanto que foi organizado um serviço de inteligência privado do PT, que ficou conhecido como PTPol. A coisa foi denunciada pelo governador Esperidião Amin (Santa Catarina), mas nada se investigou depois. Em 1993, quando houve aquela famosa CPI da Corrupção, a máquina já estava montada, já fazia três anos que o PT fundara o Foro de São Paulo, associando-se a organizações de traficantes e seqüestradores como as Farc (Força Armadas Revolucionárias da Colômbia) e o Mir chileno ao mesmo tempo em que, em público, pregava a moral e os bons costumes. Todo aquele combate aparentemente moralista era para encobrir o esquema. O PT foi o partido que mais enganou a população, pois ele já nasceu corrompido. Em segundo lugar, a decadência moral dos partidos acompanha a decadência geral do Brasil, que se aprofundou muito nos últimos 20 anos.

Para o senhor a desmoralização partidária é então resultado de um processo mais amplo?

A decadência não se dá apenas no aspecto moral, ela aconteceu intelectualmente. Nossos estudantes invariavelmente tiram os últimos lugares nos testes internacionais, abaixo de gente que vem de países muito mais pobres. Note que a produção de trabalhos científicos no Brasil aumentou bastante nos últimos anos. Mas as citações de pesquisas internacionalmente diminuíram muito, mostrando que a produção nacional tem cada vez menos valor para o progresso da ciência no mundo. A produção de trabalhos científicos tornou-se mera empulhação quantitativa para facilitar a caça às verbas. Compare o Brasil dos anos 50 a 70 com o atual. Tínhamos então uma infinidade de escritores e pensadores de nível mundial. Hoje, "intelectual" é o Jô Soares, é o Luís Fernando Veríssimo, é o Emir Sader. É comparar Atenas com a Baixada Fluminense. No campo moral, até se você usar como referência líderes de esquerda do passado como Carlos Marighella e Luiz Carlos Prestes, não há qualquer menção de que eles tivessem se envolvido com negociatas, com corrupção. Tanto que recentemente houve o episódio de a filha do Prestes negar-se a receber qualquer indenização do Estado, porque para ela isso mancharia a imagem do pai. Até os esquerdistas eram mais decentes naquele tempo. Agora, esse pessoal que está aí, descaradamente, assalta os cofres do Estado. Eles também apelam à violência. Veja as mortes dos prefeitos de Santo André e de Campinas.

Há luz no fim do túnel em outras legendas partidárias?

Os outros partidos são cúmplices. Hoje não se pode falar de esquerda e de direita, o que se tem é um sistema único. Destruíram o quadro partidário do Brasil.

O senhor defende que a polarização entre direita e esquerda ficou no passado?

O Brasil não tem uma direita há muito tempo. Nas últimas eleições presidenciais, os discursos de todos os candidatos eram semelhantes. O Partido Democratas foi inspirado na esquerda americana. Portanto, não pode ser considerado exemplo de partido conservador.

Como o senhor classifica o eleitor brasileiro? Desinformado e provinciano ou consciente, engajado, universalista?

O povo brasileiro é profundamente conservador. Sobretudo no aspecto social. É maciçamente contra o aborto, o feminismo radical, as quotas raciais, o gayzismo organizado. No entanto, não há político que fale em nome do povo: estão todos comprometidos com os lobbies bilionários que protegem esses movimentos.

Então a seu ver, falta hoje no quadro partidário quem traduza ou represente politicamente o pensamento da sociedade?

Não há candidato que defenda os valores em que o povo acredita. Aí fica esse vácuo. E a nossa suposta direita está mais interessada em comer dinheiro do governo. Se só há candidatos de esquerda, então o eleitor vai votar em quem? Durante as eleições, os candidatos camuflam o seu radicalismo, mas depois de eleitos, quando se sentem firmes no poder, tiram a máscara. Na eleição seguinte, o contingente de eleitores novos não sabe o que se passou e confia de novo em candidatos que já enganaram a geração anterior.

Por que os brasileiros votam em pessoas, em lugar de partidos?

O discurso dos partidos não é nítido. Numa eleição na Inglaterra, por exemplo, você tem uma direita e uma esquerda bem definidas. Você sabe quem é quem. Aqui nos Estados Unidos ninguém ignora que a Hillary Clinton é de esquerda, que o Glenn Beck é de direita, tal como todo mundo sabia que Ronald Reagan era de direita e Jimmy Carter era de esquerda. Apesar disso, nas últimas eleições, os americanos parecem que copiaram o Brasil: a postura dos democratas e dos republicanos foi igual, os candidatos ficaram jogando confete um no outro.

Há algum otimismo de sua parte quanto ao futuro do quadro político brasileiro, o senhor acredita em melhoras?

Poder melhorar sempre pode. Mas depende da ação humana. O nível de coragem política diminuiu assustadoramente no Brasil. As novas gerações são muito covardes. Se o Brasil ficar assim mais cinco anos, ele não se levantará mais. Veja o caso do filme que foi lançado sobre a biografia do Lula. Se aqui o governo financiasse um filme sobre a vida do Obama, isso daria em impeachment. No Brasil, a realização do filme do Lula não gerou nenhum protesto organizado. A reação está vindo do povo, que não vai ver o filme no cinema.

No seu modo de ver, como se dará à disputa entre a ministra Dilma Rousseff (PT) e o governador de São Paulo, José Serra (PSDB), nessas eleições presidenciais?

Os dois candidatos vão promover um campeonato de esquerdismo. Como o Serra tem alguns aliados conservadores, talvez ele venha com um discurso mais moderado, e sua eleição dê uma folga para que a direita possa se reconstruir, se ainda houver nela alguém interessado mais nisso do que em bajular a esquerda e participar do banquete de verbas públicas.

Para o senhor a ausência de discursos e de programas de direita empobrece a política brasileira?

O que o Brasil tem é um unipartidarismo disfarçado. Fui contra a exclusão da esquerda, durante o regime militar, como hoje sou contra a exclusão da direita. A normalidade do sistema deve estar acima das preferências partidárias, mas a esquerda se colocou acima do sistema, engoliu o Estado e o transformou em instrumento do partido. Note que nem mesmo os militares fizeram isso: no Parlamento, na mídia e nas cátedras universitárias havia mais esquerdistas naquele tempo do que direitistas hoje. Os milicos foram autoritários, mas não totalitários. Hoje estamos caminhando para o totalitarismo perfeito e indolor.

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